Simples Nacional: entenda como a nova lei afeta os dividendos
- Focosmais Contabilidade

- há 10 horas
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A tributação de dividendos passou por mudanças importantes com a publicação da Lei nº 15.270/2025, trazendo novos impactos para empresários optantes pelo Simples Nacional. Apesar de o regime continuar simplificado para a empresa, a atenção agora se volta para a pessoa física do sócio.
O que mudou na prática?
Com a nova regra, dividendos pagos acima de R$ 50 mil por mês, por empresa e por sócio, passam a sofrer retenção de 10% de IR na fonte.
Além disso, foi introduzido o conceito de renda global, que considera todos os rendimentos da pessoa física ao longo do ano — não apenas os lucros recebidos da empresa.
Renda global: o que entra no cálculo?
A Receita Federal agora avalia o conjunto de rendimentos do contribuinte, incluindo:
Dividendos
Pró-labore
Aluguéis
Rendimentos de aplicações financeiras
Outros ganhos
Se a soma anual ultrapassar R$ 600 mil, o contribuinte pode ser enquadrado na chamada tributação mínima, o que pode gerar imposto adicional no ajuste anual.
Simples Nacional continua o mesmo?
Sim. A Lei Complementar nº 123/2006 continua válida e não houve alteração direta na tributação da empresa.
No entanto, a nova regra cria um cenário em que, mesmo com a empresa regular no Simples, o sócio pode pagar mais imposto na pessoa física.
Situações que exigem atenção
Alguns casos podem aumentar o risco de tributação:
Sócios que recebem dividendos de mais de uma empresa
Profissionais que atuam como PJ e possuem múltiplas fontes de renda
Distribuições frequentes de lucros ao longo do ano
Mesmo que os valores mensais não ultrapassem o limite de retenção, o total anual pode gerar impacto no Imposto de Renda.
Como se preparar para essa mudança?
Para evitar surpresas, é importante:
Acompanhar a renda total da pessoa física ao longo do ano
Planejar a distribuição de lucros e pró-labore
Organizar corretamente os registros financeiros
Avaliar estratégias de planejamento tributário
O acompanhamento constante se torna essencial nesse novo cenário.
Impacto na gestão empresarial
Essa mudança reforça a importância de integrar as áreas contábil, fiscal e de departamento pessoal, já que decisões sobre remuneração de sócios impactam diretamente a tributação.
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