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Reforma Tributária: 7 decisões que sua empresa precisa tomar ainda em 2026

Reforma Tributária: 7 decisões que sua empresa precisa tomar ainda em 2026

O ano de 2026 foi definido como período de transição e adaptação à Reforma Tributária do Consumo, mas 2027 marca uma verdadeira mudança de patamar para empresas e profissionais da contabilidade.


A partir do próximo ano, PIS e Cofins serão extintos e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) avança para a cobrança efetiva. O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência estadual e municipal, continua em fase de transição, e é também quando entra em vigor o Imposto Seletivo.


Ao mesmo tempo, documentos fiscais, sistemas empresariais, cadastros e procedimentos de apuração já estão sendo modificados para receber a nova estrutura tributária. Isso significa que esperar janeiro de 2027 para começar a se adaptar pode ser tarde demais.


A Receita Federal já exige, em 2026, a adequação dos documentos fiscais eletrônicos aos campos de IBS e CBS, conforme os respectivos cronogramas, e o governo vem disponibilizando ambientes, notas técnicas e ferramentas para que contribuintes e desenvolvedores preparem seus sistemas.


Por isso, os meses restantes deste ano precisam ser usados para transformar a Reforma Tributária em decisões concretas.

Veja sete pontos que precisam entrar no planejamento da sua empresa antes da chegada de 2027.


1. Decidir como o Simples Nacional vai lidar com IBS e CBS

Para microempresas e empresas de pequeno porte, uma das decisões mais urgentes acontece ainda em setembro de 2026.

Entre 1º e 30 de setembro, empresas que desejarem poderão optar pela apuração de IBS e CBS pelo regime regular, fora da sistemática unificada do Simples Nacional, com efeitos para o primeiro semestre de 2027.


Quem não fizer essa opção continuará recolhendo os novos tributos dentro do regime unificado nesse período. Uma nova janela de escolha será aberta em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre daquele ano.

Não se trata, portanto, de decidir simplesmente entre "ficar ou sair do Simples". A empresa pode permanecer no regime para os demais tributos e avaliar separadamente como IBS e CBS serão apurados.


Essa análise precisa considerar o perfil de cada negócio, especialmente a composição de custos, compras e vendas, a possibilidade de aproveitamento de créditos e a participação de clientes pessoas jurídicas na carteira. Agosto e setembro se tornam, assim, meses estratégicos para simular os dois cenários antes de decidir.


2. Revisar o cadastro de produtos e serviços

A Reforma Tributária transforma uma tarefa que muitas empresas tratavam como puramente operacional: a qualidade dos dados cadastrais.

Produtos, serviços, clientes e fornecedores precisam estar corretamente identificados para que os sistemas determinem o tratamento tributário aplicável a cada operação. Isso ganha ainda mais importância porque o IBS e a CBS convivem com regimes específicos, diferenciados, reduções, alíquota zero, imunidades e outras situações previstas na regulamentação.


Um cadastro inadequado pode levar a uma parametrização fiscal incorreta e, consequentemente, ao destaque errado dos novos tributos nos documentos fiscais. Essa revisão não deve ficar restrita ao departamento fiscal: compras, comercial, faturamento, tecnologia e contabilidade precisam trabalhar com uma base cadastral coerente, principalmente nas empresas que têm grande quantidade de produtos ou operações diferentes.


3. Testar ERP, faturamento e emissão de documentos fiscais

Essa decisão não pode mais ficar apenas no cronograma do fornecedor de software.

Desde 2026, documentos fiscais eletrônicos estão sendo adaptados para receber informações relativas ao IBS e à CBS.

Entre os documentos abrangidos estão:

  • NF-e

  • NFC-e

  • CT-e

  • NFS-e

  • NFCom

  • NF3-e

  • BP-e, entre outros, conforme os respectivos cronogramas e especificações técnicas.


Na prática, a empresa precisa saber se seu ERP consegue:

  1. Receber os novos parâmetros tributários;

  2. Calcular corretamente IBS e CBS;

  3. Preencher os campos exigidos nos documentos fiscais;

  4. Reconhecer tratamentos diferenciados;

  5. Integrar informações de compras e vendas;

  6. Processar alterações e eventos fiscais;

  7. Acompanhar novas versões dos leiautes.


O que resta de 2026 deve ser usado para testar essas rotinas em situações reais da empresa, e não apenas confirmar com o fornecedor que determinada atualização foi instalada. A parametrização incorreta pode transformar um problema tecnológico em um problema tributário.


4. Recalcular preços e margens

A Reforma Tributária não deve ser tratada apenas como uma mudança na forma de preencher notas fiscais. Ela também pode alterar a formação econômica das operações.

A nova lógica de tributação e créditos exige que as empresas revisem a composição dos preços e identifiquem quanto cada produto ou serviço efetivamente gera de margem dentro do novo sistema.


Contratos de longo prazo também merecem atenção: valores negociados considerando a estrutura atual de PIS, Cofins, ICMS e ISS podem precisar ser reavaliados diante da transição para CBS e IBS.


Isso não significa que todos os preços necessariamente aumentarão ou diminuirão. O impacto depende da atividade, da cadeia de fornecedores, do perfil dos clientes, dos créditos disponíveis, dos tratamentos diferenciados e das demais características de cada operação.


A pergunta que precisa ser respondida ainda em 2026 é: sua empresa já sabe qual será sua margem no novo cenário? Se a resposta ainda for não, a simulação precisa começar agora.


5. Mapear créditos de IBS e CBS

A não cumulatividade é um dos pilares do novo modelo tributário e torna a gestão dos créditos ainda mais importante. Para muitas empresas, o departamento de compras passa a ter impacto direto sobre a eficiência tributária do negócio.


Não basta analisar quanto será cobrado nas vendas. É necessário compreender também quais aquisições geram créditos, quando esses créditos poderão ser apropriados e como eles afetam o custo efetivo da operação.


Esse mapeamento também pode influenciar decisões comerciais. Fornecedores que hoje apresentam condições semelhantes podem gerar resultados diferentes quando o efeito tributário da operação entra na análise. Por isso, é importante começar a construir, ainda em 2026, uma visão integrada de compras, documentos fiscais, créditos, custos e vendas.


Fale com a Focosmais e prepare-se com segurança para a nova fase da Reforma Tributária.

6. Rever contratos e processos entre departamentos

Outro risco está fora do departamento tributário. Contratos comerciais podem conter cláusulas de preço, impostos, descontos, reembolsos, bonificações e responsabilidades construídas considerando o sistema tributário atual.

Com a Reforma Tributária, algumas dessas condições podem produzir efeitos diferentes.


A revisão também precisa alcançar o fluxo interno da operação: uma condição negociada pelo comercial precisa chegar corretamente ao faturamento, uma compra realizada pelo setor de suprimentos precisa gerar o documento necessário para a escrituração, e uma alteração contratual precisa ser refletida na parametrização fiscal.


Quanto maior a desconexão entre comercial, compras, financeiro, fiscal, jurídico, contabilidade e tecnologia, maior o risco de inconsistências.


Por isso, uma das decisões mais importantes de 2026 é definir quem será responsável pela Reforma Tributária dentro da empresa e como as diferentes áreas vão participar dessa adaptação.


7. Recalcular o fluxo de caixa para 2027

A última decisão é financeira, e pode ser uma das mais relevantes de todas.

O novo sistema de tributação altera não apenas quanto uma empresa paga, mas também a dinâmica entre faturamento, créditos, recolhimento e disponibilidade financeira.


Além disso, a Reforma Tributária prevê mecanismos como o split payment, no qual o recolhimento dos tributos pode ocorrer vinculado à própria liquidação financeira da operação, conforme as regras e etapas de implementação do sistema.


Por isso, projeções financeiras feitas exclusivamente com base no funcionamento atual dos tributos podem não representar adequadamente o cenário futuro. As empresas precisam testar diferentes hipóteses de entrada de recursos, geração e aproveitamento de créditos, pagamento de fornecedores, estoques e necessidade de capital de giro.


A pergunta deixa de ser apenas "quanto pagaremos de imposto?" e passa a incluir: quando esse dinheiro sairá do caixa e quanto ficará realmente disponível para financiar a operação?


O contador passa de executor para agente da transição

As sete decisões acima mostram que a Reforma Tributária ultrapassa, de longe, o departamento fiscal.

Ela alcança:

  • Tecnologia

  • Contratos,

  • Preços

  • Compras

  • Vendas

  • Fornecedores

  • Clientes e fluxo de caixa.

Para os profissionais de contabilidade, isso amplia bastante a responsabilidade durante a transição.


O empresário pode conhecer bem seu faturamento e sua margem comercial, mas dificilmente conseguirá avaliar sozinho como cada escolha interage com créditos, documentos fiscais e regimes tributários.

O contador passa a ocupar uma posição estratégica justamente por conseguir traduzir as regras tributárias em cenários financeiros e operacionais para o negócio do cliente.


2027 não será apenas mais um ano de testes

A Receita Federal define 2026 como o ano de teste da CBS e do IBS. Já 2027 e 2028 representam uma nova fase da transição, com a extinção de PIS e Cofins, a cobrança efetiva da CBS e do IBS nas condições previstas para o período, e o início da cobrança do Imposto Seletivo.


Por isso, o planejamento precisa acontecer antes da virada do ano. Para algumas empresas, a principal decisão estará na escolha da sistemática de IBS e CBS. Para outras, o maior desafio será tecnológico. Há ainda negócios em que o impacto mais relevante estará na precificação, nos créditos ou no capital de giro.


O ponto em comum entre todas essas situações é que a adaptação não começa em 1º de janeiro de 2027. Quando o próximo ano chegar, muitas das escolhas que vão determinar como a empresa atravessa a Reforma Tributária já precisam estar feitas, e, em alguns casos, como acontece com as opções relacionadas ao Simples Nacional, o calendário decisório começa ainda em setembro de 2026.


Transforme essas 7 decisões em um plano de ação

Diante de uma lista tão ampla de pontos de atenção, o ideal é não tentar resolver tudo de uma vez, mas sim distribuir as decisões ao longo dos próximos meses, com prioridade para os prazos mais próximos, como a janela do Simples Nacional em setembro.

Vale organizar internamente:

  • Quem vai liderar a análise de cada uma das sete frentes dentro da empresa;

  • Quais decisões têm prazo legal definido (como a opção do Simples) e quais podem ser trabalhadas de forma mais gradual;

  • Quais áreas precisam estar envolvidas em cada etapa (fiscal, financeiro, comercial, compras, tecnologia);

  • Como a contabilidade da empresa vai apoiar esse processo de simulação e decisão.


A Focosmais te ajuda a transformar a Reforma Tributária em decisões concretas

Simular cenários do Simples Nacional, revisar cadastros, testar sistemas, recalcular preços, mapear créditos, revisar contratos e projetar o fluxo de caixa para 2027 são tarefas que exigem conhecimento técnico atualizado e acompanhamento próximo da legislação.


A Focosmais acompanha de perto cada etapa da Reforma Tributária e ajuda sua empresa a transformar essas sete decisões em um plano de ação claro, com simulações e orientações específicas para o seu negócio.


Fale com a Focosmais e prepare-se com segurança para essa nova fase da Reforma Tributária.


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