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Split payment: os testes começam em outubro e sua empresa precisa se preparar

há 6 horas
4 min de leitura
Split payment: os testes começam em outubro e sua empresa precisa se preparar

A Reforma Tributária está mudando a forma como os impostos são calculados e também a forma como são recolhidos. É aí que entra o split payment, um mecanismo que separa o valor dos tributos no momento do pagamento. Em 15 de outubro começam os testes da plataforma que vai operar esse modelo. Entender como ele funciona agora ajuda a empresa a chegar preparada quando ele entrar em operação.


O que é o split payment?

Hoje o fluxo é este: a empresa emite o documento fiscal, recebe o pagamento e depois apura e recolhe os tributos. Com o split payment, parte desse processo passa a acontecer no momento da liquidação financeira. O valor do IBS e da CBS é separado na hora do pagamento e direcionado ao Fisco, e o restante vai para o vendedor.


O que está acontecendo em outubro

Os testes de integração da Plataforma Pública do split payment começam em 15 de outubro. Segundo a Receita Federal, a primeira etapa acontece entre os Prestadores de Serviços de Pagamento (PSPs), como bancos e instituições de pagamento, e a plataforma.


Alguns pontos importantes:

  • os testes ocorrem em ambiente controlado, sem impacto em operações reais ou consumidores;

  • nenhuma transação é processada de forma definitiva;

  • os participantes não ficam sujeitos a penalidades;

  • PSPs que não entrarem na primeira fase poderão se inscrever a partir de 16 de novembro de 2026, com formulários e orientações disponíveis desde 13 de novembro.


A previsão é que o split payment fique disponível no segundo semestre de 2027, inicialmente de forma opcional e nas operações entre empresas (B2B).

Atenção: os testes não significam o início da cobrança. Mas, mesmo sem exigência imediata, as empresas também precisarão adaptar processos e sistemas.


O que a empresa precisará informar

O ponto central do novo modelo é conectar três elementos: a operação comercial, o documento fiscal e o pagamento.


Para usar o split payment, o comprador ou o vendedor deverá informar ao meio de pagamento:

  • o valor do IBS e da CBS, em reais;

  • o número do documento fiscal da operação.


Essas informações definem quanto de tributo será separado na liquidação. Se os campos não forem preenchidos, a transação poderá ser concluída normalmente, mas sem a separação dos tributos pelo mecanismo.


Dois modelos de split payment

O funcionamento varia conforme o meio de pagamento. Estão previstos dois modelos:


Split inteligente

Split superinteligente

Quem informa os dados

O comprador

O vendedor

Meios de pagamento

TEF, TED e Pix por chave ou QR Code estático

Boleto, Pix com QR Code dinâmico e Pix Automático

Como funciona

O recolhimento é calculado com base no valor informado na operação, sem consulta a órgãos do governo

O banco consulta a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS para verificar se o tributo já foi quitado de outra forma (como por abatimento com créditos) e se a separação ainda é necessária

Se houver retenção a maior

O fornecedor deve ser ressarcido em até três dias úteis

—


Fiscal, financeiro e TI vão precisar conversar

A mudança exige mais integração entre as áreas fiscal, financeira e de tecnologia. Na prática, o sistema de gestão, o emissor de notas e a solução de pagamento terão de "falar a mesma língua" para ligar corretamente cada venda ao seu documento fiscal e ao seu pagamento.


A documentação com os procedimentos e padrões operacionais da plataforma já foi aprovada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS. Acompanhar as especificações técnicas divulgadas por esses órgãos é parte importante da preparação.


Fale com a Focosmais e esteja preparado!

Checklist: o que fazer agora

A primeira fase de testes não exige que as empresas em geral ingressem na plataforma. Mas o período é ideal para revisar processos:

  1. Mapeie os meios de pagamento usados nas suas vendas (Pix, boleto, TED etc.);

  2. Verifique a integração entre os sistemas fiscal, financeiro e de pagamento;

  3. Garanta a vinculação entre documentos fiscais e pagamentos;

  4. Converse com seus fornecedores de ERP, emissão fiscal e meios de pagamento sobre o plano de adaptação;

  5. Avalie como IBS e CBS serão informados no processo de venda;

  6. Simule o impacto no fluxo de caixa, já que parte do valor será segregada na liquidação;

  7. Acompanhe as atualizações da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS.


E o MEI?

A separação pelo split payment está ligada aos novos tributos, IBS e CBS. Operações que não tenham esses tributos não terão valores a serem segregados pelo mecanismo, e é o caso do MEI. Se você é MEI ou atende MEIs, vale confirmar com seu contador como isso se aplica à sua realidade.


Por que se preparar com antecedência

O split payment muda a relação entre faturamento, pagamento e recolhimento. Quem se antecipa evita retrabalho, reduz o risco de inconsistências entre nota e pagamento e consegue planejar o impacto no caixa com calma. Quem deixa para depois pode descobrir as mudanças já com o modelo em operação.


Conclusão

Neste momento, o principal movimento das empresas é acompanhar a regulamentação e começar a preparar sistemas e processos que conectem documento fiscal, tributos e pagamento. Os testes de outubro são um primeiro passo técnico, mas indicam a direção que o recolhimento tributário vai tomar.


Quer chegar preparado à Reforma Tributária?

A Reforma Tributária traz mudanças que exigem acompanhamento próximo.


A Focosmais Contabilidade pode apoiar a sua empresa com:

  • orientação sobre os impactos do IBS, da CBS e do split payment no seu negócio;

  • revisão dos processos fiscais e da emissão de documentos;

  • planejamento tributário e de fluxo de caixa para o novo cenário;

  • gestão contábil, fiscal e tributária para você focar no crescimento da empresa.


Fale com a Focosmais agora e prepare seu negócio para o novo modelo tributário.


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